23-07-25
Fuente: Aprosoja MT https://aprosoja.com.br/comunicacao/release/liderancas-internacionais-debatem-desafios-da-producao-de-oleaginosas-no-segundo-dia-do-iopd

Nesta quarta-feira (23.07), foi realizado o segundo dia do 27º IOPD (Diálogo Internacional dos Produtores de Oleaginosas), que neste ano ocorre em Foz do Iguaçu (PR). A edição de 2025 tem como anfitriãs a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) e a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), reunindo lideranças do Brasil, Estados Unidos da América (EUA), Alemanha, França, Paraguai, Canadá e Austrália para discutir os principais desafios e perspectivas da produção global de oleaginosas.
No encontro, as nações participantes redigiram uma resolução conjunta, com foco em temas estratégicos como sustentabilidade, segurança alimentar, uso responsável de insumos e cooperação internacional no agro. O documento reforça o compromisso dos produtores em buscar soluções conjuntas frente às crescentes exigências globais e desafios do setor. Também foi anunciado que o Canadá será o país-sede da 28ª edição do IOPD, marcada para 2026, dando continuidade ao diálogo global entre produtores e fortalecendo os laços institucionais entre os países. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou a importância do encontro para dar visibilidade aos entraves enfrentados pelo setor agropecuário frente às regulamentações e tendências internacionais.
“No segundo dia do IOPD, diversos assuntos foram discutidos, entre eles a sustentabilidade e o uso de pesticidas, que geralmente são atacados no mundo inteiro como no caso do glifosato, que é estudado há mais de 50 anos. Enfrentamos dificuldades com regulamentações europeias, norte-americanas e outras tendências que muitas vezes não têm base científica. Então daqui deve sair uma resolução para se chegar a um acordo para que todos os países possam mostrar o que de fato precisam para que o nosso setor sempre seja atendido, respeitado para que possamos garantir a segurança alimentar mundial”, afirmou.
O dia foi marcado por apresentações das delegações do Canadá, Austrália e Brasil. Em sua participação, o presidente da Associação dos Produtores de Grãos de Ontário (GFO), Jeff Harrison, ressaltou a importância de construir alianças estratégicas entre as nações produtoras.
“Como uma pessoa que representa os agricultores e a nossa nação, é importante construir relacionamentos. Nenhuma nação consegue agir sozinha. Aprendi ao longo dos anos que quanto mais alianças e parcerias construirmos, mais esforço colaborativo conseguiremos reunir e juntos podemos fazer uma grande diferença pelos nossos agricultores. Como representante dos produtores do Canadá, considero fundamental estabelecer parcerias e alianças”, destacou Jeff.
A valorização do intercâmbio de experiências entre os países também foi ressaltada pelo presidente da Federação Francesa de Produtores de Oleaginosas e Proteínas (FOP), Benjamin Lammert.
“É muito importante estarmos aqui no Brasil. Estou muito feliz de ter sido acolhido pela Aprosoja MT, que nos dá a oportunidade de compartilharmos a nossa experiência, mas também de conhecer a experiência de outros países. O processo de poder interagir com todos os produtores de oleaginosas reunidos aqui é essencial para buscarmos, juntos, caminhos em comum”, disse Benjamin.
A sustentabilidade também esteve no centro do debate, com dados e análises técnicas apresentadas por especialistas. A chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Territorial, Lucíola Magalhães, apresentou dados sobre o uso e ocupação das terras no Brasil e enfatizou o papel ativo dos produtores na conservação ambiental.
“Hoje trouxe aqui, para este evento internacional, um pouco dos compromissos ambientais assumidos pelos produtores rurais brasileiros junto ao Código Florestal e todas as suas dimensões, quanto isso ocupa do território nacional, o valor imobilizado em prol da preservação, além dos dados de carbono armazenado, tanto nas áreas produtivas quanto nas de preservação, e a biodiversidade faunística existente. Mostrando que, no Brasil, produzir e conservar andam de mãos dadas, e que produzir alimentos garante sustentabilidade ambiental”, explicou.
O debate político-institucional também teve espaço com a participação do diretor geral do Instituto Pensar Agro (IPA), Geraldo Melo Filho, que abordou a estruturação das entidades representativas do agro. Em complemento, a advogada especialista em direito ambiental, Samanta Pineda, da Pineda & Kran Consultoria, trouxe reflexões sobre os desafios ambientais enfrentados pelo agronegócio no Brasil e no mundo, especialmente diante de pressões regulatórias internacionais e demandas crescentes por sustentabilidade.
O vice-presidente da Aprosoja Maranhão, Gesiel Dal Pont ressaltou a relevância do evento como um importante marco de troca de informações entre os países.
“Essa sincronia entre as nações é essencial, pois nos dá a oportunidade de apresentar nossas dificuldades e, ao mesmo tempo, entender os desafios enfrentados pelos outros. Esse intercâmbio nos permite aprender juntos e avançar em soluções comuns. As palestras foram extremamente informativas e aproveito para parabenizar a Aprosoja MT e a Aprosoja Brasil pela excelente organização do evento”, pontuou Dal Pont.
Para o 2º diretor administrativo da Aprosoja MT, Jorge Giacomelli, o balanço é positivo no segundo dia do encontro com destaque na relevância da troca entre os países participantes.
“Estamos aqui encerrando o segundo dia do 27º IOPD em Foz do Iguaçu, com a Aprosoja Mato Grosso e a Aprosoja Brasil como anfitriãs. Hoje tivemos apresentações importantes do Canadá, da Austrália e encerramos com o Brasil. Discutimos os problemas, avanços e estratégias que precisamos tomar para levar essa comunicação do agro que produz alimento, biocombustível e sustentabilidade ao mundo. Agradecemos a presença das sete nações sentadas à mesa nesses dois dias, que com certeza vão gerar avanços significativos para o agro em nível global”, finalizou Giacomelli.
